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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Resumo de Sonhos do Livro "Meninos da Planície"

Primeiro Sonho

Gritos e gargalhadas misturavam-se. Um grupo de crianças tomava banho no rio. Um dos meninos, o mais agitado, era magro e corria na margem sem parar. Pulou para mergulhar no rio e, quando se esticou no ar, pôde-se ver uma grande cicatriz que lhe cruzava a coxa direita. Em pé, com a água na altura do peito, começou a bater na superfície do riacho, atirando água na direção de uma menina sentada numa pedra. Ao receber a ducha, a menina deu um pulo.O menino continuava dando palmadas na superfície do rio:
- Toma, Nia!
Só deixou de espalmar a água quando ela lhe acertou nas costas a fruta que comia, gritando com raiva:
- Para, Aur!

Quinto Sonho

O entardecer era de cobre. Bandos de pássaros voavam muito alto. Na aldeia, formaram-se três grupos: os das crianças, num estranho silêncio; os dos homens, que conversavam de cócoras em voz baixa; e os das mulheres, que se aqueciam sentadas em volta do fogo. O horizonte para além do rio tornara-se vermelho. Aur apontando para o disco solar, enorme, explicava aos meninos o que um velho lhe contara: o Sol, depois de caminhar o dia todo, ia descansar muito longe, pousando num território distante. Tão longe que ninguém conseguia alcançá-lo, nem mesmo os mais velhos. Quando chegava ao seu abrigo, deitava para descansar e causava um grande incêndio que avermelhava o céu. 
No grupo das mulheres, uma delas permanecia em pé, imóvel, as duas mão pousadas sobre o ventre dilatado. De repente começou a caminhar na direção da pequena mata. A mulher idosa a seguiu. Os três grupos então fizeram silêncio.As duas pararam numa pequena clareira. A mais velha arrastou as grandes folhas de palmeira e as arrumou como se fosse um tapete.Lentamente, a mulher de ventre dilatado acocorou-se sobre o tapete e apoiou as mãos no chão. A mulher mais velha ajoelhou-se e, enquanto apanhava algo no chão, veio o primeiro choro, forte e zangado, de um recém-nascido.

Oitavo Sonho

O Sol ocupava o centro do céu e a natureza parecia imóvel, mas a aldeia estava em grande atividade. Formaram-se vários grupos que se protegiam das sombras das árvores que cresciam entre o rio e o salão. Sentados no chão, alguns homens amolavam pedras escuras. Outros amarravam as pedras já amoladas em cabos de madeira com uma fenda na ponta. Um homem recurvado caminhava constantemente de um grupo a outro, examinando o que faziam e dando orientações. Deteve-se no grupo em que havia mais crianças, que batiam firme e repetidamente pedras estreitas em outras menores, parecidas com pedaços de vidro. O velho pegava cada uma das peças já acabadas e examinava atentamente. Em seguida, devolvia algumas delas aos que martelavam e lhes indicava correções. Dirigiu-se em seguida, ao grupo próximo da entrada da caverna, onde havia mais mulheres. As mulheres esticavam ao sol peles de pequenos animais. O homem agachou-se e começou a cavar o chão com um pequeno machado de pedra, retirando a terra com as mãos. Acrescentou várias coisas ao buraco, arrastou uma laje fina e tampou o pequeno poço. Depois cobriu com palmeiras o buraco e pôs fogo com uma tocha acesa numa fogueira ao lado.


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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Castor Cartelle


Biografia de Castor Cartelle

Paleontólogo, professor, curador da coleção de Paleontologia da PUC Minas, nascido na Galícia, Espanha, veio para o Brasil ainda jovem. Licenciado em letras clássicas, filosofia e ciências naturais, mestre em geociências e doutor em ciências. Responsável por importantes descobertas, foi idealizador e fundador do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, que conta atualmente com 70 mil peças. Apaixonado pela vida oceânica, largou seus primeiros diplomas, em letras e filosofia, para estudar biologia marinha, a partir da qual descobriu a ciência dos fósseis. Um documentário sobre sua vida e descobertas está sendo produzido na França e já se encontra em fase final. Professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais ainda continua com suas aulas no curso de biologia da PUC, embora considere que ser pesquisador é que dá a ele maior prazer. Autor de obras como "Os Meninos da Planície" (Saraiva, 2001), que foi adotado em várias escolas e está prestes a virar filme de animação. É vice-presidente da fundação Biodiversitas e membro do conselho da fundação zoobotânica de Belo Horizonte. Foi agraciado com a Medalha Dr. Peter Wilhelm Lund, criada pela prefeitura de Lagoa Santa, que tem objetivo de homenagear personalidades que se destacaram com relevância na ciência ou na política nacional e internacional. Cartelle idealizou "a rota" que percorrerá o caminho feito por Lund, integrando o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, o Parque Estadual do Sumidouro, as grutas da Lapinha, Rei do Mato e Maquiné. 

domingo, 10 de abril de 2016

CSP - Lançamento de livro na semana literária

Algumas fotos do lançamento de hoje. Se eu tivesse levado máquinas de escrever para vender, teria vendido muitas!! :-) ...

Publicado por Edson Tavares em Sábado, 9 de abril de 2016

"Os Meninos Morenos" e a minha História

Os Meninos Morenos

       “A assinatura desse meu avô, nos autos, era famosa na comarca. A linha vertical da letra t, do seu sobrenome, ia em linha reta até o alto da última página dos autos, procedimento usado pelos escrivãos para provar que não havia rasuras nos termos finais do documento.”

Vida Real

          O meu avô morava em uma cidade do interior de Minas, era um famoso marceneiro. Ele desenhava e fabricava vários móveis para os habitantes da cidade onde morava. Teve um dia que ele juntou dinheiro suficiente para poder abrir uma marcenaria, que vendeu grandes quantidades de móveis. Anos depois meu avô foi homenageado pela cidade com um troféu pelo seu bom trabalho como marceneiro.






sábado, 2 de abril de 2016

Semana Literária

GÍRIAS APLICADAS À LINGUAGEM CULTA

Gírias  aplicadas à reportagem "Variedades linguísticas e gírias", postada pela professora Maria de Lourdes.



"Há também gírias características de uma geração, uma penca de vezes empregadas por brotos como uma forma de se distinguir dos mais jovens e dos coroas. Como observa o sociolinguista Anthony Julius Naro, gírias adquiridas nesse período continuam sendo empregadas ao longo da vida, como marca da juventude.

Hoje a gíria ganhou espaço na publicidade, no jornalismo, na política e até na literatura. A zoiúda, o rádio e, mais recentemente, a internet aceleram a divulgação de modismos linguísticos, que ultrapassam o contexto em que foram criados, tornando-se nacionais e muitas vezes internacionais.

 É o caso de “shippar”, neologismo derivado do inglês relationship, que significa aprovar um novo casal, de chapas ou de encoleirados, geralmente relacionado a personagens de séries e novelas, ou a ídolos adolescentes. A internet é um espaço muito produtivo nesse sentido.

Termos como “miga”, designando pessoa de qualquer sexo e idade, e “falsiane”, rótulo para o(a) falso(a) brother, transpõem a web e invadem a fala de dimenor, jovens e tios." 


GÍRIA
PALAVRA
Penca
Muitos
Brotos
Adolescentes/jovens/bonitos
Coroas
Mais velhos
Zoiúda
TV
Chapas
Amigos
Encoleirados
Namorados
Brother
Amigo
Dimenor
Criança
Tio
Adulto (Pessoa mais velha)